A CIRANDA CAIÇARA DE PARATY - RIO DE JANEIRO - BRASIL


O que atualmente se conhece como Ciranda em Paraty era antigamente chamado de Chiba, e que nada mais era do que um baile da roça. Estes bailes duravam toda a noite e as pessoas executavam diversos tipos de danças.
Com o progresso chegando os bailes da roça desapareceram. Mas, a Ciranda ainda é uma dança bastante popular em Paraty. (Diuner Mello)

No verão de 2005, uma mudança no cenário musical pode ser considerada um marco de revitalização na cultura local de Paraty: a Ciranda Elétrica. Mistura da tradicional música caiçara com elementos do rock‘n roll, como guitarra e baixo, e percussão diversificada gerou uma ciranda modernizada; a
proposta de um olhar contemporâneo sobre o som da ciranda de Paraty, (re)paginando a tradição caiçara e reencantando costumes que vinham adormecendo. (Laíse Costa)
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Mais detalhes sobre a Ciranda Caiçara Tradicional de Paraty

Site do Instituto Histórico e Artísco de Paraty - IHAP: http://www.ihap.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=70&Itemid=71
Blog Cirandas de Paraty
: http://cirandasdeparaty.blogspot.com/




ENCONTRO DE CULTURA CAIÇARA
LEVANDO A TRADIÇÃO EM FRENTE!

DE 28 A 30 DE SETEMBRO DE 2007
PRAÇA DA MATRIZ – CENTRO HISTÓRICO – PARATY - RJ

SEXTA 28/09
19h00 Apresentação folclórica Dança dos Velhos – Vila Caiçara
20h00 Abertura da Exposição Fotos da Trindade – Espaço Cultural
20h00 Envio Projeto de Lei para Valorização da Cultura Caiçara pelo Prefeito – Espaço Cultural
22h30 Apresentação Ciranda Elétrica – Vila Caiçara

SÁBADO 29/09
18h30 Exibição documentário Mar de Centro – Casa da Cultura
19h00 Exibição documentário O Caiçara – Casa da Cultura
21h00 Apresentação Jongo do Campinho – Vila Caiçara
21h30 Apresentação Fandango de Ubatuba – Vila Caiçara
23h00 Apresentação Ciranda 7 Unidos – Vila Caiçara

DOMINGO 30/09
19h00 Grupo Folclórico Os Bonecos – Vila Caiçara
20h00 Apresentação O Guaruçá, Folclórico e Alegórico – Vila Caiçara
21h00 Apresentação Ciranda Caiçara – Vila Caiçara


Uma realização Secretaria de Turismo e Cultura de Paraty
e Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP)
Perdidos na poeira que a ciranda levantou!!!!

Maguelo

Chora..... chora....
Guitarra

Maguinho

Cavaquinho

Levi

Surdo

Minha cultura se esconde onde o asfalto não chegou....

Minha cultura se expande onde o asfalto não chegou....

Caiçara de Raça

Ciranda Elétrica no Pouso da Cajaíba!!!
Fest Juá 2007

Uma valsada.....


Maria põe o barco n'água,
põe o barco n'água para navegar....
Maria se esse barco vira,
Vem um remador para nos salvar!!!
Perguntaram na comunidade do orkut qual o cirandeiro mais elétrico.....
E a resposta veio rápida.....
Mais elétrico, é o caranguejo no salão.....
Tá tão bom, tá tão bom!!!!

"Ciranda bacana com corte de cana...
Te mando uma prosa que o velho mandou..."

Ciranda pelas comunidades...

Apresentação na Ilha das Cobras - 03/08/2007

Seu Dito - Coroas Cirandeiros


Participação especial no show da Ciranda na FLIP 2006.

Ciranda Elétrica de Paraty!

Guitarra.....
Cavaquinho.....
Ciranda Elétrica de Paraty!
"Mas se loucura é pura
O ritmo mistura
Doutor mandou, tem que ter jogo de cintura.
Porque esse mundo não é brincadeira,
Chega de melodrama
Deixa de besteira.
Então se liga
Não quero briga
Falo da verdade dou valor à vida!"
Muito mais que um movimento cultural!!!!

Uma breve apresentação...

Ai vovó.....

Davi, percussão.
Felipe, percussão e voz.
Jonathan, percussão.
Leandro, percussão e voz.
Levi, percussão e voz.
Maguelo, guitarra e voz.
Maguinho, cavaquinho e voz.
Marinho, percussão e voz.
Pablo, contra-baixo.
Pedro, percussão.

Bastidores

Essa foi nos bastidores, após o encerramento da FLIP 2006, a galera da Ciranda Elétrica e o Seu Dito, dos Coroas Cirandeiros de Paraty.
"Levantar a poeira do velho....
Mostrando a face do novo."
Em uma produção independente na Praça da Matriz!

Encermento da FLIP 2006

Pé, pé, pé
Outra vez a mão, a mão.
Abre a roda minha gente!
Caranguejo no salão...
tá tão bom, tá tão bom!

E se alguém perguntar quem foi que cantou aqui.....

Diga que foi caiçara morador de Paraty!
Roda de ciranda em frente à Praça da Matriz!
Vamos fazer uma ciranda...

Vamos fazer uma ciranda elétrica!!!

Sorrisos coloridos giram em uma brincadeira
levantando a poeira do velho
e mostrando a face do novo.

Nossa Gente Nossa História

Eu sou de um lugar que quando os homens dão as mãos
Cantam a vida em roda de alegria.
E não existe descrença quando os peitos se enchem
Do canto que vem do mar e das montanhas que descem
Para o abraçar.
Eu sou mesmo desse lugar que, quando os homens dão as mãos,
Fazem desaparecer as diferenças que impedem a alma humana
Em sua convivência pacífica, pois aqui fazem par o negro com o branco
E as crianças se sentam para ouvir dos mais idosos
As canções do tempo que moldou seus corpos.
O canto é a expressão de nosso espírito que nos faz recordar
Nossas vitórias.
Acalenta a saudade da mulher e filhos que, esperando no cais,
Acenam com seus amores, e que torna mais suportável o trabalho
Árduo sob o sol do meio-dia, do mar infinito muitas vezes encolerizado.
Eu sou deste lugar que quando os homens dão as mãos
Não cantam o choro da velhice
E a vida não se torna breve.
A cana-verde-valsada e de mão,
O jongo, o caranguejo, a marrafa, o Felipe,
O arara, a marca de lenço, a dança dos velhos,
A tonta, o tira o chapéu, flor do mar, a canoa,
A dança das fitas, o caipô e a xiba do cateretê
São maneiras de dizer como o homem simples da vila
Pode ser completo de alegria, ausente da sanha do dinheiro
E do chamado progresso.
Um povo que é distinguido porque sabe dizer em sua própria voz
O que ele representa pra si mesmo e para o mundo.
E que não há século, revolução ou ideologia que lhe roube
A arte indispensável de outros tempos,
Como o canto obrigatório para as futuras gerações.
Agora lhe direi quem sou e de onde venho
Eu sou daqui irmão, desse lugar onde os jovens aprenderam
A ouvir o grande legado dos mais velhos,
E a humildade de ouvir é a arma de sobrevivência de uma cultura.
Os homens que negam o apertar de mãos
Negam sua própria existência e não são mesmo de lugar algum,
É homem destoado, sem vínculos com as coisas vivas
E distante da mão amiga.
Por isso agora lhe convido e de mãos dadas,
Dançarmos a ciranda de novos e velhos tempos...


Flávio de Araújo – poeta paratiense
Homenagem à Ciranda Elétrica – FLIP 2006